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sábado, 31 de julho de 2010

O Retorno ao Parque Estadual Sete Passagens - PESP (Miguel Calmon-BA)

Depois de muita discussão, briga de facas, kickboxing e outros malabarismos para decidir quem teria vaga garantida na concorrida viagem, um ano e quinze dias após a primeira viagem dos Kalangos de Muxila (Uma Viagem Muito Louca! Parte I) o grupo retornou ao Parque Estadual Sete Passagem - PESP, em Miguel Calmon/BA.
Uma das características do grupo Kalangos de Muxila é a capacidade de agregar em sua volta um grande número de amigos. Nesta viagem não foi diferente, e o “Clube do Bolinha” cada vez faz mais jus à seu apelido. Assim, dentre membros efetivos, agregados e convidados foram:


Rompendo a tradição, praticamente não houve atraso no horário de saída, apesar de na noite anterior termos muito trabalho para limpar o estrume que perfumava nosso transporte, usualmente utilizado como transporte de bovinos. Ben10 teve que ir de moto, duas horas após nossa partida, devido a prova de um concurso, na qual nosso amigo “matou-a-pau”.
Ao passar pela Serra do Tombador, Big-Foot pediu arreio, pois sua cara-pálida já tinha ficado de todas as cores do arco-íris, predominando o amarelo e azul, pois estava bastante enjoado. Deve ser pelo estado de graça em que sua esposa se encontra. Grávida de 12 semanas, Big-Foot também se sente nas mesmas condições...
Ao chegar à acolhedora Miguel Calmon paramos para descansar, comprar algumas frutas na feira livre e para pegar nosso velho amigo Pankas, que fez das tripas coração para estar conosco nessa aventura, aproveitando assim, a oportunidade de comemorar seu aniversário junto aos amigos e família. E nada melhor que um camping para isso. Kalangada reunida, andando em fila indiana na feira livre, entre uma barraca e outra, despertou vários olhares estranhos e um comentário singelo de uma senhora, no mínimo cômico: “Vixe! ' Qué ' homi!”
Ao chegar ao PESP, fomos bem recebidos pelos guarda-parques, que nos orientaram sobre as normas do PESP e explanaram sobre preservação e educação ambiental. Michel Nilson foi o único reconhecido da turma, pela guarda-parque Marlúsia, carinhosamente chamado de “Mel”. Nilsão logo se assanhou se perguntando: “Que mistura dá Mel com Chocolate?”
No Parque Estadual Sete Passagens existem nascentes dos rios Paraguaçu e Itapicuru, formando 14 lindas cachoeiras em área serrana e de vegetação extremamente diversificada. Sua fauna e flora possuem inúmeros exemplares endêmicos e em extinção. Na sede há uma área de reabilitação de animais apreendidos por órgãos fiscalizadores, como o IBAMA. Alguns desses animais, devido a dependência, ficam aos arredores da sede, como um casal de veados, os famosos periquitos e uma rolinha (muitos no grupo notaram sua ausência nessa viagem).

Saímos por volta das 12:30 rumo ao Vale do Dandá, depois de comermos o delicioso “feijãozinho com arroz” beeeeeem gelado feito por nossa querida Capoeirista e futura mãe de “Little-Foot”. Pelo horário, não esperávamos encontrar tanta cerração, tampouco tanto frio, que julgamos beirar os 13 graus. A sensação térmica, devido aos fortes ventos e à chuva constante, certamente ficará gravada em nossa memória, até porque alguns já tinham suas extremidades dormentes. Mijar era praticamente impossível, a menos se se tivesse uma lupa ou uma pinça, ou se entendêssemos braile (com exceção talvez para Gladistone, reza a lenda...).
A umidade constante faz com que a água mine na trilha, tornando-a um ambiente propício à proliferação de limos e musgos. Essa combinação rendeu alguns tombos e tantos outros escorregões. O Careca, por exemplo, precisou de ajuda para levantar-se. Pavão, pouco vaidoso, utilizando-se de pedras encontradas na trilha, usou o frio como pretexto pra fazer uma malhação.
Percorremos áreas de vegetação rupestre e capões bastante densos e exuberantes. Num deles, inclusive, estão sendo realizados estudos científicos.
Infelizmente, ao chegar ao Vale do Dandá, lá do céu, Raulzito, Cazuza, Bob Marley, Jimi Hendrix e São Pedro pareciam não querer largar o “cigarrinho do demônio”, pois a neblina não nos deixava enxergar a mais que algumas dezenas de metros, nos privando de uma das magníficas visões do paraíso possíveis no PESP.
Estávamos em um ponto a cerca de 1.100 metros de altitude e centenas de metros de altura. Reza a lenda que qualquer um que jogue seu boné precipício abaixo o terá arremessado de volta. Big-Foot-Too se prontificou a testar, tendo seu boné arremessado ao longe, pela força do vento. Galego, malandro, pegou o “bonezinho” de Pirulito, amassou-o e o arremessou penhasco abaixo. Infelizmente, o fenômeno não se repetiu.

Parcialmente frustradas as expectativas de rever o Vale do Dandá, rumamos em mais uma trilha, agora em direção à Cachoeira do Jajai, onde alguns se banharam e outros apenas contemplaram as beldades semi-nuas na gélida queda d ' água. O frio faz encolher algumas partes íntimas, mas infelizmente não faz diminuir o excesso de peso, evidenciando que a kalangada precisa urgentemente de um regime. Mas isso não intimidou Michel Nilson, que nos surpreendeu com uma cuequinha no mínimo curiosa. Dentre os que se banharam na cachoeira, alguns (até mesmo o mais vaidoso) se recusaram a tomar banho de chuveiro, numa tentativa de esquivar-se do frio.
À noite, o frio que beirava ao congelamento, e a neblina e a chuva limitava nossas opções. Mas foi uma noite regada ao som dos violões de Ben10, Erick e Narciso e muitas brincadeiras no estilo “improviso” ocuparam essas mentes ociosas, porém cheias de criatividade. Dentre as brincadeiras, destacou-se as mímicas para adivinhação, com as pérolas de Pirulito, que levantou a suspeita que seu cabeção não passa de um ornamento (por exemplo, fazendo movimento circular sobre sua cabeça para representar o filme “Central do Brasil” [sic!]).
Quase todos foram dormir antes das 22:00, pois no dia seguinte tínhamos como objetivo maior provar àquele guia da viagem passada que somos capazes. Os Kalangos rumariam a uma das mais distantes das cachoeiras e uma das mais belas: a cachoeira do Coração (esse nome é original, não foi uma homenagem ao nosso amigo Joka).
Pela manhã, viu-se o estrago provocado pela chuva nas barracas. Algumas viraram verdadeiros barcos. Quem levou colchão de espuma teve mais sorte, pois estes absorveram toda a água que inundava a barraca...

Ben10, faminto e revoltado porque havia perdido seu lanche na entrada do parque no dia anterior, não cansava de gritar para outro grupo que havia chegado depois de nós: “ O povo acha e não vem devolver a merenda dos outros!!!”
Lamentavelmente, as adversidades climáticas nos obrigaram a abortar nossos magníficos planos de desbravamento do PESP. Mas mentes criativas borbulham em momentos de ócio forçado. Assim, na manhã de domingo rolou mais voz e violão, mais “improviso”, muitas fotos em poses ridículas e até uma coreografia esquisita (uma mistura do Waka Waka, dança do Canguru, da Batina e da Jega do tio Bano...)

Na volta, Miguel Calmon viu-se invadida com os gritos da célebre frase vocálica: "Óia o aió aí, óia!", já ensaiados no dia anterior na feira livre da cidade, chamando a atenção da senhora que notou a quantidade exagerada de machos “alfa”.
Já chegando, Big-Foot repetiu a proeza da ida, resolvendo enjoar novamente. Resistiu bravamente até não conseguir segurar mais os frutos ingeridos no PESP, regurgitando-os aos pés de Pavão.

(...)

Apesar da frustração dos planos iniciais devido às adversidades climáticas (aprendemos que o período de inverno não é o mais propício para acampar), sempre vale à pena visitar o Parque Estadual Sete Passagens, não só pela sua importância ecológica, mas também e principalmente pela sua beleza paisagística. Os Kalangos de Muxila demonstraram mais uma vez que é possível turismo com custos mínimos e diversão ao máximo e que não há situação adversa que afaste nossa capacidade de divertimento recheado com informação. Esse é o “espirito dos Kalangos”.
E no mais, Tchau!
P.S.: A reunião para definição de estratégias políticas ficou para depois...


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Parque Estadual Sete Passagens (Miguel Calmon - BA)

Após alguns meses de organização, conversas, listas, orçamentos, itinerários, bobagens, promiscuidades pelo MSN, e uma série de outras coisas, decidimos que faríamos uma viagem por nossa região à busca de novas formas de lazer. Algo que fosse divertido, e ao mesmo tempo mesclasse baixo custo e valorização das riquezas locais.
Inicialmente pretendíamos (Edson, Erick e Marcelo) viajar duas semanas: uma para Miguel Calmon (Parque Estadual Sete Passagens), Ourolândia (Toca dos Ossos e Poço Verde) e Várzea Nova (Sítio Geológico/Paleontológico - Fazenda Arrecife); e outra para Morro do Chapéu (cachoeiras diversas, Lajedo Bordado, Possidônio, Gruta do Cristal, etc.), mas devido a algumas limitações, principalmente carro e dinheiro, adiamos, por tempo indefinido, a segunda semana.
O grupo de viagem que antes era formado por duas mulheres e três homens, se tornou um verdadeiro “Clube do Bolinha” (sem referência ao gordo do Huelber e do Marcelo). O grupo foi composto por:
  • Edson (Edinho ou Idiosmar);
  • Ericson (Erick ou Big-Foot);
  • Egnard (Vicente ou Chicó);
  • Huelber (Cremosinho, Água Mineral ou Gudão);
  • Joziel (Joca-Tigre);
  • Langston (Languinho);
  • Marcelo Carneiro (Pankas, Boer ou Tony Ramos);
  • Nilson (Negão, O Salvador);
  • Vinícius (Galego ou Menininho da Mamãe). 
  •  
    O horário previsto de saída era 07:00h, mas devido à vários problemas com a Caravan (bateria, estepe, óleo para motor, caixa de marcha... enfim, a própria Caravan), nos atrasamos. Aliado a isso, outras pessoas se acrescentaram ao grupo (Negão, Languinho e Galego). Saímos da cidade por volta das 11:30h (apenas quatro horas e meia de atraso, nada que desanimasse estes bravos desbravadores de chegar ao seu destino (Parque Estadual Sete Passagens – PESP)).
    Pegando a estrada que passa pelo Curtume, Mulungu dos Valois, Macaúbas e Urubu, seguimos em direção a Miguel Calmon, muito conhecida na região como “Cidade dos Calças-curtas”. Contudo, não esperávamos que traçando essa rota houvesse tantas ladeiras. De cara, logo após passarmos pelo povoado de Macaúbas, tivemos uma amostra de como seria o resto de nossa viagem. É bom que se entenda que foram dois carros: um Uno Mille e uma Caravan. O que seria nós se não fosse esse Uno...
    Em Miguel Calmon paramos para lanchar antes de seguir viagem. Ao passar por um posto de gasolina e pedirmos informações de como chegar ao Parque, ouvimos um comentário muito cômico e sarcástico sobre o nosso imponente veículo (Caravan, “a Invenenada”): “Será que sobe???”. De fato, na primeira ladeira que encontramos a “invenenada” não fez jus ao nome. Após alguns esforços braçais, vencemos essa batalha que nos afligiu, e outro pensamento nos veio: “Quem acredita, sempre alcança”.
    Mal sabíamos o que ainda viria: daí pra frente foram só descidas... Explicamos: 26 ladeiras e 26 descidas.  Isso nos fez ter um pensamento comum: “Para viagens desse tipo, sempre faça com um carro potente, com bons pneus, um bom motor, com estepe, de preferência que não seja a ‘bujão’, que todos os seus adereços estejam em funcionamento e em seus devidos lugares (retrovisores, limpadores de pára-brisas, chave de ignição, dentre outros). Ou seja, NÃO VÁ DE CARAVAN VELHA!”
    Como Hércules em seus 12 trabalhos, vencemos 25 ladeiras (VIVA!). Até então, esnobávamos o tal comentário do cara do posto. Nos sentíamos fortes, destemidos, corajosos... Mas para nossa surpresa (e raiva), descobrimos o verdadeiro motivo do sórdido comentário: nos deparamos com dois quilômetros de ladeira contínua e um desnível de aproximadamente 250 metros (sic!). Obviamente não conseguimos empurrar a “invenenada” até a sede do Parque, tivemos que o deixá-la no estacionamento que fica na entrada deste, no sopé da dita ladeira.
    Finalmente, chegamos ao parque por volta das 16:00h.
    “O Parque Estadual Sete Passagens foi criado pelo Decreto 7.808 de 24 de maio de 2000, com uma área de 2.821 hectares. Está localizado no município de Miguel Calmon, região da Chapada Norte, estado da Bahia, região nordeste do Brasil. Fica a 367 km da capital, Salvador. É berço de algumas bacias hidrográficas, como a do Rio Paraguaçu e do Rio Salitre, pois abrange as nascentes destes rios. O parque também se inclui na bacia do Rio Itapirucu.”

    Fomos muito bem recebidos por três guardas do parque (dentre eles uma mulher, Marlúzia, que prefere ser chamada de Mel), que nos deram boas vindas e nos orientaram quanto a alguns cuidados que devem ser tomados durante a estadia. Fomos recepcionados também por três assanhados periquitos e uma feliz rolinha (o nome desses singelos animais, juntos, é bastante sugestivo...).
    Providenciamos a armação das barracas e fomos conhecer a cachoeira do Jajai, a mais perto da sede do parque, a apenas 5 minutos de caminhada. Apesar do frio, todos tomamos banho. Alguns de bermuda, outros de “sunguinha” (coisa ridícula).
    Na volta, aproveitamos o lindo pôr-do-sol para tirarmos várias fotos num mirante voltado para Miguel Calmon, do qual dá pra ver a escarpa da Serra do Tombador.
    À noite, cantamos ao som dos violões de Big-Foot e Vicente, enquanto comemos cuscuz, contamos piadas e tiramos mais fotos no mirante.
    Estava muito frio e com ventos muito fortes. Decidimos então acender uma fogueira, mas nossa decisão foi apenas uma decisão, porque fogo que é bom, NADA! A lenha estava molhada. Tentamos de tudo, de rolos de papel higiênico a gases flatulentos, mas não obtivemos êxito.
    Tocávamos e cantávamos embaixo de uma espaçosa tenda, que sob as luzes das lanternas, mais parecia uma boate.  Infelizmente o vento fez questão de tirá-la do chão e pô-la de perna pra cima. Sem fogueira e sem teto, não tínhamos escolha senão dormir.
    Na madrugada choveu um pouco. Pouco, mas suficiente pra mostrar que a barraca de Erick não é impermeável (choveu mais dentro do que fora dela). Também de madrugada houve ataques “formicais” na barraca de Pankas, pois esse não teve o devido cuidado de deixar seu tênis sujo de Coca-cola fora da mesma.
    Fomos dormir extremamente gratos ao Negão, O Salvador, pois se não fosse o carro sob sua direção, teríamos voltado do meio do caminho, já que não teríamos como amenizar o peso e muito menos "cavalos" suficientes para fazer andar a Invenenada. Nem pra subir as ladeiras que levam ao Parque, nem a da Serra do Tombador, caso tivéssemos que abortar a viagem...
    P. S.: Após a última lanterna se apagar, ouviu-se a voz de Nilson: “Pronto, agora todo mundo ficou da mesma cor”.
    Acordamos cedo para aproveitar melhor o dia. Depois de tomarmos café (na verdade, pão com mortadela), saímos rumo ao Vale do Dandá, numa caminhada (e escorregões) de um pouco mais de uma hora. O percurso teria sido menos longo, se não fosse os escorregadios limos, que teimavam em testar nosso equilíbrio.
    Também como pretexto para descansar, parávamos o tempo todo pra tirar fotos. Felizmente encontramos um curso de Coca-cola, quer dizer, água, no qual pudemos saciar a sede (com moderação, pois a cor afro-descendente é devido a óxido de ferro e ácido orgânico dissolvidos na água. Este último pode provocar um infeliz transtorno intestinal...)
    Chegamos ao Vale do Dandá, por volta das 09:00h. Esse local de beleza excepcional fez por merecer toda a caminhada: Um penhasco com vista para um verdejante vale.  No topo da serra prevalecia uma vegetação estranha e bela, que mais parecia uma mine-floresta de bonsais. Neste local, nos sentíamos na Europa - Alpes Suíços, Irlanda, sei lá, qualquer lugar, menos no sertão da Bahia.
    No retorno, entramos noutra trilha rumo à cachoeira Bico de Urubu. A caminhada foi bastante exaustiva (subidas, descidas, matas e serras), mas, felizmente, igualmente compensadora. A cachoeira Bico de Urubu possui mais de 40 metros de queda, na qual usufruímos cerca de 40 minutos de alegria. Apesar de a água parecer gelo e a pedra um iceberg no meio da mata, todos nos divertimos e tiramos altas fotos – soltamos a criatividade - nesta magnífica paisagem.
    Devido ao horário (e à fome) não demoramos muito. Em vez de voltar pela trilha pela qual viemos, voltamos à sede pelo vale do Jajai, em freqüentes escaladas por pedras, cordas (foi aí que muitos de nós fizemos rapel pela primeira vez), pontes de madeiras e cipós. Todos chegamos extremamente cansados, mas satisfeitos.
    Conversando com o nosso guia (Geovan) sobre possíveis outras trilhas, comentou debochadamente que alguns membros do supracitado “Clube do Bolinha” não suportariam a caminhada à cachoeira do Sinvaldo, a mais distante da sede, com 162 metros de altura.
    Pouco tempo depois de almoçarmos miojo e farofa com ovo cozido, tivemos que tomar providências em ir embora. A intenção inicial era voltar na quarta pela manhã, mas (por motivos já conhecidos por todos) decidimos aproveitar a companhia do Negão, O Salvador, e assim massageamos nossos calos e tiramos nosso lodo em casa.
    Dormimos felizes por ter conhecido um pequeno grande paraíso natural a poucas dezenas de quilômetros de nossa residência (51 km), pouco conhecido agora, mas que esperamos tornar-se-á grande atrativo turístico regional.
    Encerramos aqui a primeira parte dessa aventura, deixando para próxima semana a segunda, que compreende visita à Toca dos Ossos e Poço Verde, ambos no município de Ourolândia - BA.

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